No dia 21 de outubro, designers, empresários, representantes de classe e profissionais ligados ao setor de joias, bijuterias e gemas se reuniram para mais uma edição do Seminário Atualização Tecnológica e o Setor de Joias e Bijuterias.
Para sua terceira edição, e com o dobro de inscritos em relação ao último ano, o Seminário focou nas pedras preciosas, desde a produção até a comercialização, passando por diversos aspectos como formalização e preocupação com o meio ambiente. Tivemos a presença de importantes empresas do setor e dos mais importantes líderes empresariais de São Paulo e Minas, como o presidente do Conselho de Administração do IBGM, Sr. José Costantini, Manoel Bernardes, presidente do Sindijoias-AJOMIG, o presidente do Sindijoias em Limeira, Dionísio Gava e Écio Morais, diretor do IBGM.
Abrindo as palestras, o estilista Ronaldo Fraga inspirou os presentes a valorizar projetos que beneficiem a população local. Para isso, ele trouxe exemplos de projetos assinados por ele, verdadeiros cases de sucesso que mudaram a realidade das pessoas envolvidas trazendo o Brasil artesanal para junto do Brasil industrial.

Dando continuidade, as atividades da manhã, Jurgen Schnellrath, professor e pesquisador do CETEM, falou sobre os equipamentos e pesquisas desenvolvidas no Laboratório de Pesquisas Gemológicas da UFRJ (LAPEGE), inclusive sobre um método de identificação de metais preciosos sem causar danos a peça. Ainda dentro do painel Recortes Regionais: Os Caminhos da Inovação, a professora do Centro Tecnológico do RS em Soledade, Fernanda Vilasbôas apresentou o trabalho desenvolvido com os rejeitos de ágata e ametista. Segundo a professora “a preocupação com o meio ambiente, que é extremamente importante devido às diversas atividades de mineração foi um dos pontos discutidos durante o Seminário que mais chamou a minha atenção. Conhecer o ponto de vista das empresas mineradoras e conhecer outras cadeias produtivas de outras gemas de maior valor foi extremamente enriquecedor”.
Eliana Andrello (especialista de joias do Sistema Firjan) e Carla Pinheiro (presidente do SINDIJOIAS/RJ e AJORIO, além de outros cargos) deram um parecer sobre a nova Escola de Joalheria do SENAI. Como está o trabalho de implantação, as instalações, equipamentos e esperam a inauguração do espaço para 2017.
Já na parte da tarde, Cláudia Teixeira, Especialista em Comércio Exterior, explicou o que é, como preencher e tirou dúvidas sobre o ATA Carnet - um documento internacional aduaneiro que permite por até um ano a isenção de impostos para a exportação e importação de bens.
Francisco Ribeiro, da GAR Mineração falou sobre a volta da exploração de diamantes no Brasil, que já foi um grande produtor mas hoje não aparece nem no ranking de produção quanto no de comercialização. Em seguida, Marcelo Ribeiro, do Grupo Belmont, fez um panorama sobre a produção de esmeraldas no Brasil e no Mundo.
Fechando o dia, Fernando Caribé, geólogo da Neves Stones sintetizou todos os assuntos tratados durante o Seminário. Ele explicou aos presentes todo o processo de formação de uma gema, a relação das gemas brasileiras e as africanas, os processos geológicos que levaram o Brasil a ser um dos maiores produtores de pedras preciosas do mundo, desmistificou alguns aspectos sobre a exploração de pedras preciosas e fechou sua apresentação falando sobre os benefícios da legalização das mineradoras, as dificuldades e interesses pelos quais há ainda tanta informalidade no setor. “O Seminário foi de grande importância para entender o que acontece na mineração e assim, o designer agregar valor a sua peça ao revelar ao cliente toda a história por traz daquele belíssimo mineral. Ter falado ao final foi muito bom pois consegui sintetizar tudo o que discutimos durante o dia” - declarou o geólogo.








