Hans Stern chegou ao Brasil em 1939, com 17 anos, vindo da Alemanha, de onde saiu com a família, fugindo do nazismo. Em 1945, no Rio de Janeiro, Hans fundou a empresa H. Stern que viria a ser uma das mais importantes joalherias do mundo. Hoje, mais de 60 anos depois da fundação, a rede possui 160 lojas espalhadas em 12 países, colocando a jóia brasileira em destaque em todos eles.
Admirador das gemas coloridas, numa época em que os joalheiros só se interessavam por pedras como rubis, safiras e esmeraldas, Hans se transformou num bem sucedido empresário, sempre usando a obstinação e a discrição. Em 1949 ele abriu a primeira loja da H. Stern na estação de desembarque de navios na Praça Mauá. A partir daí o sucesso foi grande, e a H. Stern se tornou uma das primeiras multinacionais brasileiras, estando presente nos endereços mais sofisticados do mundo, como Quinta Avenida, em Nova Iorque, Neuer Hall, em Hamburgo e 5 Höfe, em Munique.
A revista americana Time, em matéria sobre Hans, referiu-se a ele como "rei dos diamantes e gemas de cor". Apesar disso, sempre manteve o anonimato evitando a ostentação. Andava sem seguranças e dirigia o próprio carro, chegando à empresa pontualmente às 8h30m diariamente. Dois de seus filhos, Roberto e Ronaldo trabalham na rede, mas um dos trunfos da empresa é a gestão profissionalizada.
Avô de seis netos, Hans Stern certa vez explicou como educou os filhos e como procurava colaborar na formação de valores dos novos descendentes: "Eu os ensino a ser modestos, a não ser pretensiosos, não usar o nome da família para obter vantagem, ser igual, democrático e compreensivo, principalmente com as pessoas mais pobres, mais modestas." Hans deixou um grande legado para a joalheria nacional e é, sem dúvida, um exemplo de homem e empresário a ser seguido.








