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TÉCNICOS ELOGIAM ORGANIZAÇÃO E INFRAESTRUTURA DO SETOR
Reunião de trabalho no CentroDesignRio

No Rio, os técnicos e analistas do MDIC, do MCT e do MTUR, participaram de reuniões de trabalho com representantes de vários segmentos da cadeia produtiva, do IBGM, do Banco do Brasil, da Secretaria de Desenvolvimento do Estado - SEDE - e os parceiros da AJORIO e do SEBRAE no projeto: Sistema FIRJAN/SENAI, FECOMÉRCIO/SENAC-Rio, INT, PUC-Rio, SINDIJÓIAS/RJ e SNCAPP.

Foi o maior encontro já promovido na região envolvendo os setores público e privado para discutir as prioridades do setor e avaliar os pontos de gargalo que impedem a plena utilização da capacidade produtiva e mercadológica do Rio de Janeiro. Esta inédita congregação de forças foi elogiada durante o evento, com os parceiros lembrando os méritos da atuação da AJORIO, que conquistou um grande capital político e soube conduzi-lo com maestria.

Durante dois dias, em clima de entusiasmo e otimismo, empresários e parceiros da AJORIO, acompanharam os técnicos em visitas ao belíssimo Centro de Tecnologia em Design do SENAC, considerado de padrão internacional, ao Laboratório de Modelos Tridimensionais e Prototipagem Rápida, instalado no Instituto Nacional de Tecnologia, ao CentroDesignRio, também no INT e à Escola de Ourivesaria, no SENAI/RJ, que se transformou num celeiro de talentos e só no ano passado formou 500 joalheiros, recebendo alunos de todo o país. A Escola é considerada um fórum de vanguarda dos joalheiros, sendo referência em vários estados brasileiros. A visita se estendeu ao Museu da Amsterdam Sauer e ao Museu e às instalações da H. Stern, onde foram recebidos pelo Sr. Hans Stern, que enfatizou a urgência da adequação tributária para o setor.

Durante as reuniões de trabalho, os técnicos ouviram depoimentos dos parceiros da AJORIO e de micro empresários, como o do joalheiro Antonio da Costa, de Ana Marta, da lapidação Arco-Baleno e da designer Lucia Abdenur. André Luiz, da Fita DTVM, grande conhecedor do potencial e das limitações impostas ao setor, discorreu de forma brilhante sobre um problema crucial para o segmento joalheiro: acesso a linhas de financiamento e limite do SIMPLES para o setor.


Mário Cordeiro explica o projeto aos técnicos no
Centro de Tecnologia em Design, no SENAC -Rio

Angela Andrade, Diretora Executiva da AJORIO, e Mário Cordeiro, do SEBRAE, apresentaram o projeto do APL assinalando os números que envolvem o setor em várias áreas como exportação, produção de pedras e metais e a grande capacidade de gerar empregos do segmento joalheiro. Mário apresentou também as principais necessidades do setor, identificadas nas reuniões de trabalho, entre elas a capacidade ociosa da indústria, ausência de linhas de financiamento diferenciadas, fundo de aval para garantia de empréstimos a micro empresários, problemas com exportação, tributação elevada e informalidade.

Mário também assinalou que a parceria unindo comércio e indústria é um dado novo, que deve ser creditado à liderança da AJORIO, que soube capitanear este excelente capital político. Ele explicou os principais objetivos do projeto para os próximos cinco anos, que incluem a busca do aumento do mercado interno, com atenção especial ao segmento masculino e à classe C, mercados potenciais apontados nas pesquisas. Mário disse ainda que é preciso investir numa cultura do uso de jóias nesta classe e criar linhas de crédito mais acessíveis para o segmento, além de direcionar esforços para atrair mais turistas para o mercado joalheiro e ampliar a captação no mercado externo.


Na Amsterdam Sauer, um brinde ao
sucesso do encontro

Para os visitantes, foi uma grata surpresa a articulação do setor liderado pela AJORIO e a infraestrutura encontrada aqui, o que, segundo Talita Saito, do MDIC, facilita o trabalho que terão pela frente. Para Elzivir Azevedo Guerra, do MCT, a governança do APL está bem encaminhada, a infraestrutura é boa, há profissionais especializados e o setor é intensivo em mão-de-obra e o MCT pode participar em várias ações. Paula Sanches, do MTUR, explicou que o ministério pode incluir o setor em programas que já existem, como participação em 54 feiras promovidas no exterior, entre outros. "Fiquei impressionada com a infraestrutura e organização do setor, o que falta é o elemento para escoar a produção das micro e pequenas empresas", completou Paula.

A final, os visitantes se comprometeram a envolver outros ministérios no projeto e a marcar reuniões específicas com o Banco do Brasil e o BNDS, para discutir acesso a linhas de financiamento e fundo de aval para empréstimos a micro empresas. A visita foi encerrada com um brinde ao sucesso do encontro, nas dependências da Amsterdam Sauer.




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