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FÓRUM DE COMPETITIVIDADE NACIONAL DA CADEIA PRODUTIVA DE GEMAS E JÓIAS


Angela Andrade, Diretora Executiva da AJORIO, Marcus Maurell Monteiro, Diretor do SEBRAE e Juscelino Araújo Souza, da empresa Opalas D. Pedro II, do Piauí, durante o Fórum, em Brasília.

O setor brasileiro de jóias e gemas ganhou um importante aliado dia 14 de julho, quando foram oficialmente lançadas as bases do Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva de Gemas e Jóias, em Brasília. O evento contou com as presenças do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, de Dona Marisa Letícia, primeira-dama, de Dona Mariza Gomes da Silva, esposa do vice-presidente José Alencar, do presidente do IBGM, Hécliton Santini Henriques, de empresários e representantes de associações de classe e de técnicos e autoridades governamentais. Do Rio de Janeiro, além da presidente da AJORIO, Carla Pinheiro e do Sr. Hans Stern, estavam presentes também o representante da Governadora Rosinha Garotinho, Sr. Henrique Bastos Rocha, o diretor do SEBRAE, Marcus Maurell Monteiro e o presidente da Amsterdam Sauer, Sr. Sílvio Eisenberg, entre outros.

A instalação do Fórum é um dos acontecimentos mais importantes para alavancar o crescimento do setor, com efeito multiplicador em termos de empregos, de geração de divisas, de crescimento econômico e de agregação de valor à matérias-primas. Segundo o ministro Furlan, com o envolvimento do governo e do setor privado, a meta é agregar valor ao produto exportado e reduzir a informalidade da cadeia. O ministro também elogiou o talento dos designers brasileiros que têm ganho muitos prêmios no exterior.

O objetivo do Fórum é solucionar os obstáculos que impedem o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva, como, por exemplo, aprimorar a mão-de-obra envolvida, principalmente na etapa de lapidação, barreiras impostas pelo comércio exterior e certificação das gemas e pedras preciosas. O fórum deverá discutir, com coordenação do MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior –, os caminhos para o desenvolvimento sustentado de todos os segmentos do setor, tais como mineração e lapidação de pedras, bijuterias, jóias folheadas a ouro, jóias em ouro e prata, gemas e artesanato mineral.

A cadeia de gemas e jóias foi escolhida por sua capacidade de geração de emprego e renda, pelo potencial exportador e pela abundância de gemas e metais preciosos no Brasil. Ela é constituída basicamente por micro e pequenas empresas, 93% do total, que respondem por cerca de 70% dos empregos gerados. Atualmente, considerando todo o setor, são gerados cerca de 500 mil empregos diretos. Mas o grau de informalidade, tanto na produção como na comercialização, ainda é elevado.

Durante o encontro foram definidos três grandes grupos de trabalho (GT´s): Inovação Tecnológica e Modernização Industrial, Inserção Externa e Capacidade Exportadora e Desenvolvimento Produtivo Regional e Responsabilidade Social, que passarão a ter encontros previamente agendados, em várias regiões do país.

Complementando o evento, o IBGM apresentou uma síntese da produção de gemas e jóias brasileiras na exposição Jóias da Cor do Brasil. A mostra, aberta para visitação após a instalação, apresentou todos os elos da cadeia: mineração, lapidação e a produção de jóias. Nela também estavam representados os arranjos produtivos locais dos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minhas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Piauí e Pará, com jóias brasileiras premiadas nacional e internacionalmente.




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