Homenagem a Caio Mourão na Ajorio


Cidda Siqueira, Lucia Abdenur, Carla Pinheiro e Regina
Machado, ouvem atentas Caio Mourão
Caio e sua filha, a designer Paula Mourão


Artista de vanguarda, que nos anos 60 rompeu com o padrão das jóias importadas, criando um design moderno, arrojado, reconhecido internacionalmente, o joalheiro Caio Mourão foi o segundo joalheiro convidado pela AJORIO, na série de homenagens que a entidade vem prestando aos pioneiros da produção joalheira nacional. Dia 26 de junho, na sede da Associação, Caio recebeu amigos, alunos e empresários em noite alegre e descontraída, quando autografou seu livro Prata da Casa.

Sua inquietação artística, que se caracteriza numa busca constante pelo novo, pela experimentação, foi lembrada por Carla Pinheiro, Presidente da AJORIO no discurso em homenagem ao joalheiro: "Devemos seguir o exemplo de Caio, sua presença é um orgulho para todos nós, um símbolo de talento e ousadia, que nunca hesitou na hora de romper fronteiras, colocando sua arte a serviço da inovação", afirmou Carla.

Bem-humorado, Caio relembrou momentos de sua rica história, mostrou filmes do início da sua carreira e reafirmou sua paixão pela joalheria. Homem de muitos amigos, Caio tem entre seus admiradores artistas e intelectuais, com os quais conviveu na época dourada de Ipanema, e que o chamavam carinhosamente de "funileiro", como ele conta em "Prata da Casa".

Caio Mourão usa sua fonte inesgotável de talento para derrubar fronteiras em diversos reinos da criação. Pintor, desenhista, escultor e joalheiro, ele cria jóias que são pequenas esculturas e "esculturas que são jóias que cresceram", como afirmou o artista Roberto Magalhães, numa referência a suas esculturas de grandes volumes e às jóias artísticas, únicas e exclusivas, consideradas as primeiras jóias de autor do país.

Quebrando paradigmas e sempre em busca da inovação, do diferencial, ele revolucionou o conceito de jóia no país, transportando para elas seu talento de escultor. Sobre seu início em joalheria Caio diz: "Quando comecei a aplicar o que havia aprendido como pintor e gravador em joalheria, conheci Haroldo Burle Marx que era lapidário e realizava jóias muito arrojadas, desenhadas pelo irmão (o paisagista Roberto Burle Marx). Começamos a fazer, em separado, jóias numa linha de ruptura com as jóias importadas, creio que foram as primeiras jóias com design brasileiro no país.




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