Bem-humorado, Caio relembrou momentos de sua rica história, mostrou filmes do início da sua carreira e reafirmou sua paixão pela joalheria. Homem de muitos amigos, Caio tem entre seus admiradores artistas e intelectuais, com os quais conviveu na época dourada de Ipanema, e que o chamavam carinhosamente de "funileiro", como ele conta em "Prata da Casa". Caio Mourão usa sua fonte inesgotável de talento para derrubar fronteiras em diversos reinos da criação. Pintor, desenhista, escultor e joalheiro, ele cria jóias que são pequenas esculturas e "esculturas que são jóias que cresceram", como afirmou o artista Roberto Magalhães, numa referência a suas esculturas de grandes volumes e às jóias artísticas, únicas e exclusivas, consideradas as primeiras jóias de autor do país. Quebrando
paradigmas e sempre em busca da inovação, do diferencial,
ele revolucionou o conceito de jóia no país, transportando
para elas seu talento de escultor. Sobre seu início em joalheria
Caio diz: "Quando comecei a aplicar o que havia aprendido como
pintor e gravador em joalheria, conheci Haroldo Burle Marx que era lapidário
e realizava jóias muito arrojadas, desenhadas pelo irmão
(o paisagista Roberto Burle Marx). Começamos a fazer, em separado,
jóias numa linha de ruptura com as jóias importadas, creio
que foram as primeiras jóias com design brasileiro no país. |